sexta-feira, 29 de novembro de 2024
EDITORIAL DE UM JORNAL LÁ DO SUDESTE
BOLSONARO NU
Ninguém precisava da PF para saber que Bolsonaro é golpista. Mas as investigações são úteis porque o despem de vez dos trapos retóricos com os quais ele tentou se travestir de democrata
Por Notas & Informações
O relatório final da Polícia Federal (PF) sobre a tentativa de golpe de Estado que teria sido urdida no seio do governo de Jair Bolsonaro para aferrá-lo ao poder decerto não surpreendeu quem acompanhou minimamente a vida pública do ex-presidente. Desde quando saiu do Exército em desonra, passando por uma frívola carreira parlamentar – que, se prestou para alguma coisa, foi para enriquecê-lo, além de sua família – até chegar à Presidência da República, Bolsonaro jamais traiu seu espírito golpista. De mau militar e mau deputado a mau presidente, foram quase 40 anos de exploração da insurreição e da infâmia como ativos políticos.
Este jornal, seguramente, não está surpreso com o que veio a público após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levantar o sigilo sobre o referido relatório. Afinal, faz quase 25 anos que já sublinhávamos nesta página o vezo parasitário de Bolsonaro no Brasil pós-redemocratização, chamando-o pelo que é: um desqualificado que se serve das mesmas liberdades democráticas que sempre quis obliterar (ver o editorial “Dejetos da democracia”, 8/1/2000).
A rigor, ninguém precisava de um relatório policial de mais de 800 páginas para saber que Bolsonaro é um golpista inveterado. Quem já votou nele ao longo da vida pode alegar tudo, menos desconhecimento de sua índole destrutiva. Mas, para quem quiser, aí está o portentoso material reunido pela PF a encadear fatos e personagens com notável robustez, além de desnudar o espírito insurreto que jamais deixou de guiar o ex-presidente ao longo de sua trajetória.
Segundo a PF, Bolsonaro “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva” das tramoias para impedir a posse do presidente Lula da Silva, o que teria incluído até um suposto plano para assassiná-lo, entre outras autoridades. E não só entre novembro e dezembro de 2022, mas durante todo o mandato – que, recorde-se, começou com a disseminação de mentiras sobre a suposta “fragilidade” das urnas eletrônicas. Ainda de acordo com a PF, essa desabrida campanha de desqualificação do sistema eleitoral já era parte do plano golpista de Bolsonaro para se insurgir contra um resultado nas urnas que não fosse a sua reeleição, contando que a desconfiança que semeou entre milhões de brasileiros poderia lhe ser útil no futuro.
É fundamental frisar que ainda se está em fase de inquérito policial. De modo que o contraditório e a ampla defesa só estarão plenamente garantidos aos 37 indiciados, como é próprio do Estado Democrático de Direito, mais à frente, vale dizer, se e quando a Procuradoria-Geral da República (i) oferecer denúncia contra eles, (ii) as acusações forem aceitas pelo STF e (iii) o caso, então, entrar na fase judicial propriamente dita. Entretanto, as eventuais provas que poderão ser apresentadas à Justiça pelo parquet, obviamente, serão decisivas apenas, por assim dizer, para o destino penal de Bolsonaro. Já sobre seu golpismo não há prova mais cabal de que se trata de um inimigo figadal da democracia do que seu próprio passado.
Nesse sentido, é estarrecedor ainda haver no seio de uma sociedade que se pretende livre e democrática quem admita a presença de alguém como Bolsonaro na vida política. Ou pior, que enxergue como “democrata”, “patriota”, “vítima do sistema” ou baboseira que o valha um sujeito de quinta categoria que já defendeu o fechamento do Congresso, lamentou o “baixo número” de concidadãos torturados e mortos nos porões da ditadura militar, pregou o fuzilamento do presidente Fernando Henrique Cardoso e trata adversários políticos como inimigos a serem eliminados, inclusive fisicamente. Ademais, Bolsonaro jamais desestimulou as manifestações de teor golpista realizadas em seu nome, como os acampamentos na frente de quartéis País afora. Tudo indica que não o fez para falsear um “clamor popular” pelo golpe e, assim, pressionar as Forças Armadas a apoiá-lo na intentona – o que, para o bem do Brasil, não ocorreu.
A Justiça, primeiro, e a História, depois, hão de ser implacáveis com Bolsonaro e todos os que flertaram com a destruição da democracia no Brasil.
domingo, 24 de novembro de 2024
terça-feira, 19 de novembro de 2024
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
quinta-feira, 7 de novembro de 2024
CONTINÊNCIA COM CHAPÉU DOS OUTROS
EUA FAZEM UMA ESCOLHAPERIGOSA, DIZ EDITORIAL DO NEW YORK TIMES.
Em editorial, jornal norte-americano The New York Times classifica a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos EUA como uma ESCOLHA PERIGOSA" que "ameaça a nacao".
De acordo com o editorial, a eleição de Trump leva os EUA por um "caminho precário que não pode ser previsto."
O jornal também afirma que as medidas de proteção constitucionais, pensadas pelos fundadores dos Estados Unidos em caso de "eleição de autoritarios", deverão ser defendidas pelos estadunidenses nesse segundo mandato de Trump.
No sabado(2), o NYT afirmou também em editorial que eleitores deveriam votar para acabar com a era Trump, que ele era "inapto
para liderar" é que " representa uma ameaça aa democracia."
Ao contrário dos jornais brasileiros, alguns jornais norte-americanos, The New Times entre eles, costumam se manifestar em apoio ou repúdio em eleições presidenciais. Em 2024, o NYT apoiou a candidatura do Partido Democrata Jamala Harris.
Editorial menciona "ameaça aa democracia".
Para o jornal, Donald Trump era o candidato com " falhas profundas" e adverte que o fato de os estadunidenses terem escolhido ele como presidente não pode ser ignorado. Segundo o NYT, a escolha por Trump tem razões para além de uma reação aos preços altos e as questões sobre a presença dos imigrantes. Pode ser, diz o jornal, sinal de uma insatisfação profunda dos eleitores com as instituições norte-americanas.
The New Times, um dos jornais mais influentes do mundo ocidental, também lembrou que o republicano atacou as instituições do país ao perder para Joe Biden em 2020: " Os americanos sabem como combater os piores instintos de Trump porque o fizeram, repetidanente, durante sua primeira administração."
Nos próximos quatro anos, os americanos devem ter clareza sobre a ameaça aabacao e as leis que virão da administração Trump. Indicados a grandes cargos devem esperar que Trump vai pressionar por
"atos ilegais que violem os juramentos aa Constituição." Pedimos que essas pessoas reconheçam que, independentemente de qualquer juramento de lealdade que ele (Trump) possa exigir, a lealdade deles deve ser, em primeiro lugar, ao seu país."
Ainda de acordo com o editorial, o Partido Democrata precisa entender por que perdeu as eleições - e para o NYT, um dos erros pode ser atribuído aa demora em reconhecer que Jie Biden estava inapto para um segundo mandato. Outro problema apontado pelo jornal foi a "dificuldade de evitar uma mensagem persuasiva que fosse ouvida por americanos dos dois partidos que perderam a fe' no sistema. Com ICL.
O texto se encerra
com a afirmação de que, apesar de a eleição de Trump representar "uma grave ameaça aa Republica", o presidente eleito "não determinará o destino da democracia americana a longo prazo. Isso continua nas mãos do povo americano. Esse e' o trabalho para próximos quatro anos.
DIZ O EDITORIAL,
DO NEW YORK TIMES, "EUA, FAZEM UMA ESCOLHA PERIGOSA."
Enquanto isso, o PIG-Partido da Imprensa Golpista brasileira, faz a festa com a eleição do "PSICOPATA TRUMP." Prestam continência com o chapéu dos outros.
terça-feira, 5 de novembro de 2024
segunda-feira, 4 de novembro de 2024
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