sexta-feira, 29 de agosto de 2025
domingo, 24 de agosto de 2025
GOLPE DE ESTADO HÍBRIDO
O "golpe de estado híbrido" ou "golpe híbrido" é um termo que descreve a derrubada de um governo ou de um sistema democrático por meio de uma combinação de táticas, que podem incluir tanto elementos de pressão política e econômica quanto uma "guerra de informação" e a mobilização de protestos sociais.
É chamado de "híbrido" porque não se baseia no modelo tradicional de golpe militar (com tanques nas ruas e ocupação de prédios de governo). Em vez disso, ele usa uma mistura de estratégias para desestabilizar o poder e criar um ambiente de crise, muitas vezes com um verniz de legalidade.
Características de um Golpe Híbrido
As táticas de um golpe híbrido são variadas e complexas, envolvendo várias frentes de atuação:
Guerra de Informação: O uso estratégico da mídia e das redes sociais para criar uma narrativa negativa sobre o governo. Isso pode incluir a disseminação de notícias falsas, a amplificação de escândalos (reais ou fabricados) e a deslegitimação das instituições democráticas.
Pressão Econômica: A desestabilização da economia por meio de manipulações de mercado, sanções ou outras ações que gerem descontentamento popular.
Ação Judicial: O uso de processos judiciais, muitas vezes com base em acusações de corrupção ou crimes de responsabilidade, para fragilizar líderes políticos e minar sua popularidade. Este método é frequentemente chamado de "lawfare" (guerra jurídica).
Mobilização Social: O apoio a manifestações de rua em massa que, embora possam começar como protestos legítimos, são usadas para aumentar a pressão sobre o governo e justificar ações mais drásticas.
Manobra Parlamentar: Em alguns casos, o golpe se concretiza através de um processo de impeachment ou votação parlamentar, mas sem o devido processo legal ou a comprovação dos crimes. O objetivo é remover o líder do poder de forma aparentemente legal.
Exemplo
Um dos casos frequentemente citados como exemplo de golpe híbrido é o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff no Brasil, em 2016.
Pressão Política: O processo de impeachment foi aprovado pelo Congresso e pelo Senado.
Guerra de Informação: A mídia e a oposição foram instrumentais na propagação da ideia de crise econômica, deslegitimação do governo e necessidade de um "ajuste" que justificasse o impeachment.
Ação Judicial: A Operação Lava Jato e os escândalos de corrupção serviram de base para a narrativa de "luta contra a corrupção" que mobilizou parte da população e deu um verniz moralista ao processo.
Mobilização Social: Protestos de rua pedindo a saída da presidenta se tornaram comuns e foram amplamente divulgados pela mídia, dando a impressão de um clamor popular unânime.
Embora o processo de impeachment tenha sido legal, muitos analistas argumentam que o conjunto de fatores mencionados o transformou em um golpe "híbrido", pois o objetivo era a remoção do poder por uma via não-militar, mas com o mesmo resultado de uma ruptura institucional.
Em resumo, a principal diferença entre um golpe tradicional e um híbrido é que este último não depende da força militar, mas de uma combinação de táticas políticas, midiáticas e jurídicas para atingir o mesmo objetivo: a quebra da ordem constitucional.
sexta-feira, 22 de agosto de 2025
quinta-feira, 21 de agosto de 2025
domingo, 17 de agosto de 2025
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