sábado, 28 de dezembro de 2024

A FALÊNCIA DO TIO SAM

Roberto Garcia

Ano novo chegando. A velha discussão voltando. Desta vez mais real, urgente. E olhe, preste atenção. Não é o inimigo quem está falando. A secretária do tesouro adverte: sem medida drástica, imediata, no máximo até 14 de janeiro o governo americano vai à falência, não vai pagar as dívidas que se acumulam, milhões de dólares por hora, as dúvidas do mundo lá fora vão se confirmar, o país não tem como pagar a maior dívida do planeta. Ela está pedindo - o Trump também - aumento do teto da dívida. Que é, na verdade, contraditório. Quer autorização do congresso para se endividar mais. A dívida que já é impagável. Faz sentido? Obviamente, não faz. Não tem grana para pagar as obrigações. Não vai ter. O jeito seria aumentar os impostos, a única coisa responsável. Mas isso ninguém quer. Outro jeito seria cortar as despesas, drasticamente, pelo menos um trilhão. Mas isso também não leva chance. Imagine o novo presidente, que fez muitas promessas na campanha, avisar que não vai dar, pedir que esqueçam? De jeito nenhum. O que resta, então, é autorização para aumentar o limite da dívida. O que é outra loucura. A superpotência está se afundando. E olhe só: o Trump quer acabar com essa história de limite, eliminar essa lei, pra não ter a discussão humilhante, em público, pra todo mundo ver. Quer simplesmente gastar, imprimir dólar sem lastro, seja lá o que Deus quiser. Esperar que isso se resolva, por mágica, ou não resolver, esquecer o assunto. E quando esquecerem, o pessoal estiver preocupado, ele reduz os impostos, como fez, no passado, aumenta o deficit, o buraco cresce. E deixa pra lá. Na teoria de que a economia vai crescer e o deficit vai ficar menor. É claro que também não dá. A conta não fecha. É ilusão. Estamos naquela do rei está nu. Todo mundo vai ver, mas não vai dizer...

CADÊ AS ATAS LIRA?

 CADÊ AS ATAS, LIRA?

Vamos ter uma situação interessante em 2025. O orçamento da União não foi votado ainda. O senador angelo coronel (PSD-BA), relator do Orçamento de 2025, informou que a peça orçamentária será apreciada pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) e pelo plenário da Casa só no ano que vem.
Os parlamentares, sob comando de arthur gângster lira e complacência de rodrigo pacheco, querem aumentar os nacos do orçamento direcionados a eles, ou seja, abocanhar ainda mais dinheiro público, usurpando uma prerrogativa que é do Executivo.
Mas a ação saneadora de Flávio Dino, de exigir rastreabilidade e transparência na liberação das emendas, a determinação dada por ele de que a PF investigue o destino de emendas vão tornar o relatório do orçamento uma briga intestina. O governo pode ganhar muito nessa luta.
Flávio Dino já deu mostras de que não está disposto a ceder. Assim como Alexandre de Moraes, não é de recuar, nem tem medo de ameaça de quadrilhão.
Além disso, Dino é alguém que já foi do Executivo e do Legislativo, portanto, sabe bem os meandros desses poderes.
Lula, que tem a capacidade de ver lá na frente, já está movendo o xadrez. Conversou com o provável futuro presidente da Câmara, junto aos líder do governo na Casa, josé guimarães, e o ministro das relações institucionais, Alexandre Padilha.
Possivelmente, o presidente vai fazer o meio de campo nessa história, usando o discurso de que é obrigado a cumprir as determinações do STF para liberar as emendas. Assim, vai poder driblar o apetite voraz do quadrilhão em torno das emendas.
Mas a extrema-direita pode usar isso para também barganhar seus votos na eleição do presidente da Câmara. Pode até lançar candidato que se oponha ao candidato de lira, hugo motta, para impor mais exigências a fim de um consenso sobre o nome a ocupar o cargo de lira.
O que era uma candidatura certa e praticamente eleita, a de hugo motta, pode ter uma reviravolta com a ação de Flávio Dino. lira está vendo surgir rachaduras no seu castelo autocrático.
O pior (para ele): como todo autocrata, tem aliados comprados, mas que não lhe são fiéis por convicção. É um sujeito detestado pela opinião pública, no campo progressista e até na extrema-direita. Pode não ter quem o ajude a conter as rachaduras no seu poder imperial.
Detalhe picante: arthur gângster lira, quando todo-poderoso, humilhou diversas vezes Alexandre Padilha (fazia resistência a entregar emendas a bel prazer de lira). Chegou ao ponto de lira, autoritariamente, dizer que não mais conversaria com Padilha.
Seu interlocutor no governo passou a ser ruim costa. Aliás, lira chegou a exigir que só conversaria com Lula para negociar as votações de matérias de interesse do governo.
O presidente não partiu para o confronto, driblava daqui, driblava dali as exigências de lira. Hoje, fez reunião com o nome mais forte a substituir lira, hugo motta. E quem estava na reunião era exatamente Padilha, junto a josé guimarães.
É aquela velha história de um homem de escorpião como Lula: o coração perdoa, mas não esquece à toa.
Flávio Dino não recuou de sua exigência de rastreabilidade e transparência das emendas. A PF, que a mando de Dino, está investigando a destinação de algumas emendas, já detectou fraudes, concentração anormal de emendas para aliados de lira em Alagoas. Tem um milhões para a área de "esporte". A PF já disse que tem cheiro de podre no ar.
Como sói acontecer sempre, ratos já estão pulando do barco de lira. Tem parlamentar do unbral dizendo que lira não fez nada do que o STF mandou para atender ao princípio de transparência nas emendas das comissões.
Só que o unbral também já está na mira da PF, com a operação Overclean, que envolve exatamente a utilização de recursos das emendas em contratos fraudulentos, corrupção com um empresário conhecido como o "rei do lixo".
O sujeito é suspeito de fraudes em contrato de lixo na Bahia, envolvendo mais de 1bi de emendas, nas gestões de acm neto, bruno reis, com intermediação do deputado federal elmar nascimento, até pouco tempo unha e carne com lira. Os dois romperam porque lira não bancou o nome de elmar à presidência da Câmara (essa é outra história cheia de reviravoltas, que não vou contar aqui).
Só sei, amigos, que é bom vocês aproveitarem bem a "calmaria" deste fim de ano porque 2025 vai ser quente, muito quente. Indiciamento da cúpula do golpe, com julgamento do genocida; possível investigação sobre lira, com descoberta do escândalo de corrupção das emendas que vem desde a era eduardo cunha. Tenho nem roupa para os eventos.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

A DESMESURADA AMBIÇÃO DO LIRA

Jeferson Miola, no 247

O empenho desmedido de Arthur Lira para liberar o repasse de emendas secretas diz tudo sobre o real interesse em jogo.

Não se viu antes um Lira tão mobilizado como agora. Nem nos momentos mais graves de ameaça à democracia e aos poderes da República, como no atentado terrorista ao STF em 13 de novembro, e na descoberta do plano militar-bolsonarista de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes.

Como se observa, o que de fato mobiliza Lira, a ponto de ele mover montanhas, são interesses nada nobres. O presidente da Câmara dos Deputados reivindica uma licença total para a corrupção com emendas parlamentares.

Lira interrompeu o recesso de fim de ano, mobilizou líderes partidários e pediu uma reunião de urgência com o presidente Lula para pressionar o STF a liberar o assalto de fim de ano ao butim de R$ 4,2 bilhões de emendas ao Orçamento da União.

Falta nobreza e republicanismo nessa luta do Lira e da deputadocracia viciada em verbas do orçamento secreto.

Importante ficar claro que o STF não determinou o fim das emendas impositivas, decisão que mereceria todo aplauso, pois tratam-se de verdadeiras excrescências que não existem em nenhum outro país do planeta.

O Supremo somente relembrou os congressistas a respeito de critérios legais e constitucionais que devem ser observados no repasse de todo dinheiro público, inclusive aquele originado em emendas parlamentares.

O ministro Flávio Dino apenas determinou –no que foi acompanhado pelo plenário do STF– que o pagamento de emendas precisa observar as diretrizes mais comezinhas da execução de todo e qualquer gasto público numa República: a identificação de autor e beneficiário de cada emenda, a publicidade e a transparência no repasse do dinheiro público, a viabilidade técnica da obra ou serviço, o plano de aplicação financeira e a prestação de contas.

Para Lira, no entanto, esta determinação é inaceitável. Ele reivindica total obscuridade e absoluta falta de transparência e controle sobre o repasse dos R$ 4,2 bilhões que o ministro Flávio Dino corretamente mandou travar, a bem do interesse público.

Ora, por que essa resistência tão feroz e obstinada do presidente da Câmara em cumprir as leis de execução orçamentária aprovadas pelo próprio Congresso?

Por qual razão Lira e seus colegas insistem em ocultar informações elementares, que permitiriam o rastreamento, monitoramento e fiscalização do dinheiro público?

Por que, afinal, eles querem esconder até mesmo o nome do/a parlamentar que direciona dinheiro do orçamento nacional e para qual finalidade?

Por que esse medo genuíno com a transparência na execução do gasto público através das emendas parlamentares?

Será por alguma má intenção?

LEGIÃO DE IMBECIS


 

SÓ FALA MERDA


 

PITI

Chico Sá (do ICL)

PITI

A turma boa do Dicionário Oxford escolheu “Brain rot” (cérebro apodrecido ou atrofia cerebral) como a expressão do ano de 2024. Escolha excelente. O que apodrece o cérebro é o abestalhamento generalizado da humanidade diante do consumo de conteúdos imbecilizantes do lixão da Internet.

A equipe de Oxford pegou pesado, mas fez um belo alerta para quem está desperdiçando a vida com o que há de pior nas redes sociais e no monturo das páginas de desinformação. Uma situação tão deprimente quanto aquele sujeito sentado no trono de um apartamento, com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar — como antecipou o profeta Raul Seixas em “Ouro de tolo”, música de 1973.

Na sua coluna na Folha de S. Paulo, o jornalista e escritor Sérgio Rodrigues recorreu à política para apostar, de maneira sábia, na “chantagem” como a grande protagonista.

“A palavra de 2024 no Brasil, chantagem, é um substantivo feminino que chegou à língua portuguesa em fins do século 19, vinda do francês “chantage”. A “pressão exercida sobre alguém para obter dinheiro ou favores mediante ameaças” demorou todo esse tempo para subir na vida”, escreveu o autor de “O Drible” e “Viva a Língua Brasileira”.

Basta acompanhar, por cinco minutos, o noticiário do Congresso para entender o destaque que “chantagem” mereceu. O que Arthur Lira, comandante da Câmara dos Deputados, fez com o governo Lula, repetidas vezes, foi colocar essa faca retórica no pescoço presidencial.

Peço vênia aos dicionaristas de Oxford e ao craque Sérgio Rodrigues, opa, para eleger uma outra palavra: piti. Nada combinou mais com o Brasil safra 2024 do que este vocábulo extraordinário.

A palavra “piti”, assim como chantagem, também tem origem no francês. Vem de “pitiatisme”, que significa “forma exagerada de manifestação histérica”. Piti, matreiro substantivo masculino, é um chilique, um faniquito, um escândalo etc. Exemplo: Fulano deu o maior piti em Brasília porque não levou tudo que sonhou do Orçamento Sequestro.

Quem exaltou essa palavra foi o Flávio Dino, ministro do STF, em uma referência ao apetite pantagruélico da turma do Arthur Lira. Relembre: “Como um Poder fica dando escândalo toda vez que um outro decide? A democracia do ‘piti’ nunca tinha visto. O Supremo não pode decidir mais nada porque as pessoas dão escândalo. Temos que agir com prudência, mas nunca podem pretender um Judiciário amordaçado”, disse o maranhense.

Tanto “chantagem” como “piti” podem ser usadas, tranquilamente, para as pressões e reações do Congresso e do tal Mercado, vulgo Faria Lima. Ninguém sacaneou tanto os brasileiros e brasileiras como estas duas entidades. Que essa gente pegue mais leve em 2025.

Feliz ano novo!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

TÁTICA BURRA


 

DINO E O VENENO PARA OS RATOS


 

BANDIDOS INFINITOS






 

A DELIRANTE FALHA DE SÃO PAULO


 

UM DESAVERGONHADO!


 

COMEMOREMOS!!!


 

QUEM SÃO OS LADRÕES?

 




JESUS, O PALESTINO

 




A P*RRA DE SÃO PAULO


 

XÔ SATANÁS

 


CRIMES DO JÁ CONDENADO